Brasileiros são contra destruição de florestas A maioria dos brasileiros é contrária às modificações no Código Florestal propostas pela bancada ruralista no Congresso Nacional. 94% dos entrevistados acreditam que o limite máximo para desmatamento na Amazônia deveria ser mantido nos atuais 20% ou diminuido ainda mais. Um duro recado foi dado à classe política: 88% dos brasileiros dizem que não votariam em deputados e senadores que defendam o aumento da àrea de desmatamento nas florestas brasileiras. A pesquisa, realizada pelo Instituto Vox Populi a pedido do Greenpeace, Jornal O Estado de São Paulo, WWF, Instituto Sócio-Ambiental e Rede Mata Atlântica, mostra ainda que 63% dos entrevistados estão acompanhando as discussões sobre o Código Florestal no Congresso Nacional. Os dados revelam ainda que para 88% dos entrevistados as mudanças no Código deveriam aumentar a proteção das florestas. Exatamente o contrário do que a bancada ruralista tentou conseguir na proposta apresentada pelo deputado Federal Moacir Michelleto e que ainda vem causando uma reação de repúdio nacional. A reação do povo brasileiro àquela proposta
absurda traz uma mensagem clara para os nossos representantes no Congresso: não há mais
espaço para a destruição criminosa das florestas, diz Ruy de Góes, Coordenador
da Campanha de Amazônia do Greenpeace. Está na hora de se formular políticas
coerentes para a exploração dos recursos florestais de forma sustentável. Esta é a
única maneira real para garantirmos o desenvolvimento da região Com esta opinião concordam 92% dos entrevistados, que defendem o uso dos recursos florestais, incluindo madeira, extrativismo e ecoturismo sem desmatamento como o principal uso que deve ser dado a floresta. Outro argumento repetido constantemente pelo Deputado Moacir Michelleto e pelos parlamentares da bancada ruralista, o de que o aumento do desmatamento na Amazônia serviria para aumentar a oferta de terras agrícolas e assim diminuir a fome, foi rechaçado pela maioria esmagadora dos entrevistados, com 90% de discordância. A pesquisa do Instituto Vox Populi entre os dias 20 e 21 de maio e ouviu 503 pessoas com idade superior a 16 anos de 140 municípios brasileiros e representando, proporcionalmente, os diversos níveis de renda familiar e escolaridade da população. A margem de erro é de 5%.
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