É chegada a grande hora!

A reunião política da Comissão Internacional da Baleia (CIB) começa dia 23 de junho, no Chile e nós estaremos lá, acompanhando passo-a-passo as discussões e decisões que serão vitais ao futuro das baleias.


O que é a Comissão Internacional da Baleia (CIB)?
A CIB foi criada em 1946 por 15 países baleeiros, incluindo o Brasil, com o objetivo de fortalecer a indústria baleeira. A idéia inicial era impedir que as baleias chegassem à extinção, pois assim esses países poderiam continuar a caça comercial por tempo indeterminado. A CIB é hoje composta por 75 países, dos quais 42 são conservacionistas e 33 são baleeiros. Veja o gráfico.

A reunião da CIB acontece anualmente e esse ano será em Santiago, no Chile.


É possível caçar baleias ainda hoje?
Há 20 anos o movimento conservacionista conseguiu a aprovação de uma moratória, que proíbe a caça comercial de baleias em todo mundo. No entanto, países como a Islândia e Noruega não aceitaram e continuam caçando dentro de suas águas territoriais, com fins comerciais. O Japão assinou a moratória, mas continua caçando, sob o pretexto de fazer 'pesquisa científica'. O fato é que as baleias mortas são imediatamente embaladas e vendidas no mercado japonês. Leia mais sobre caçar baleias é uma piada.


O que é a caça científica?
A 'caça científica' praticada pelo governo japonês faz parte do Programa de Pesquisa do Japão e mata cerca de mil baleias todos os anos na Antártica. O Greenpeace acompanha de perto os movimentos da frota baleeira japonesa na região para impedir essa matança indiscriminada e para provar que é possível realizar pesquisa científica de qualidade sem disparar arpões.


O que queremos da CIB?
Precisamos manter a moratória à caça comercial, manter unido o bloco conservacionista na entidade e aprovar o Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Outra prioridade é propor a modernização da CIB, exigindo que ela se torne um órgão de conservação de baleias e não de proteção aos interesses de baleeiros.
 

Se apenas três países caçam baleias no mundo, por que não conseguimos aprovar o Santuário de Baleias do Atlântico Sul?
É tudo uma questão de dinheiro. Para aprovar Santuários na CIB precisamos de ¾ dos votos dos seus representantes, mas o Japão investe pesado em programas pesqueiros de países pequenos e em desenvolvimento, como Gabão, Senegal, Angola e Suriname, garantindo esses votos pró-caça por meio da compra de votos. Esses países, que não vivem do comércio da carne e não têm interesse na atividade, acabam participando da reunião e votando a favor dos interesses baleeiros.


A população japonesa é a favor da caça?

Segundo recentes pesquisas, 71% da população japonesa é contrária a atividade de caça em águas internacionais. No entanto, a 'caça científica' é subsidiada pelo governo japonês com dinheiro de impostos da população. Além disso, o mercado para o consumo de carne de baleias está em baixa.


Existe alguma solução alternativa e sustentável para a caça comercial?
Muitos países deixaram de caçar baleias e têm investido em pesquisas não-letais e no turismo de observação de baleias, que rende US$ 1 bilhão por em todo o mundo.

Acompanhe a CIB em nosso blog
e você poderá compreender melhor tudo o que acontecerá nessa importante reunião realizada no Chile.