Cláudia Pimentel Maciel (18)
Delegada brasileira do programa “Jovens pelas Florestas” na Conferência sobre Diversidade Biológica de 2006 no Brasil
“Um dos aspectos que exige muita atenção na CDB deste ano é a falta de investimento dos países desenvolvidos em países como o Brasil”
Cláudia Pimentel Maciel, 11.09.1987
Porto de Moz, PA
Hobbies:
ouvir música, principalmente toada e reggae, dançar quadrilha e brega e se divertir com os amigos
Cacau ou Claudinha. É assim que meus amigos e familiares me chamam, desde que nasci. Sou filha de pescador e minha mãe sempre trabalhou com movimentos sociais. Sempre tive muito contato com a natureza e, por isso, quero estudar biologia. Gosto de pesquisas acadêmicas, mas também vejo essa área como uma forma de estudar e pesquisar melhorias para o desenvolvimento na floresta.
Sou voluntária do Greenpeace desde 2003 e participei da CDB na Malásia, em 2004. Foi impressionante o tanto que aprendi lá. Os depoimentos que ouvi na Malásia me fizeram respeitar e valorizar mais ainda a natureza, a importância de preservá-la no momento presente, para as futuras gerações. Também despertei para o risco de que, um dia, toda a Amazônia pode acabar. Agora em fevereiro, eu acabei de fazer um curso de capacitação de lideranças. Durante três anos, aprendemos sobre a história da região, meio ambiente, políticas públicas, políticas agrárias, sobre a necessidade de lutar pelo povo e pela natureza. Antes, eu só pensava em vaidades e em festas. Agora, que sei mais sobre o povo e a natureza, percebo que existem questões muito mais importantes.
Um dos aspectos que exige muita atenção na CDB deste ano é a falta de investimento dos países desenvolvidos em países como o Brasil. Este investimento é necessário para possibilitar a criação de unidades de conservação e cooperativas para os povos que dependem da floresta, por exemplo. Na última CDB, os países se comprometeram e traçaram planos de ação, mas não cumpriram. Os países desenvolvidos precisam se comprometer com a defesa da natureza porque, a cada ano que passa, ocorrem mais catástrofes, mais espécies desaparecem. O que será que estão esperando para agir?
Por isso, nós, jovens, iremos com tudo para cima dos chefes de estado e delegados, para tentar abrir os olhos deles. Temos que fazer isso agora, enquanto ainda é tempo. Como acontece no Brasil, esta edição da CDB é uma excelente oportunidade para a Amazônia e para outras regiões do Brasil, como a Mata Atlântica. Também é ideal para mostrar a realidade para o povo brasileiro. Infelizmente, muita gente não sabe o que acontece aqui no Norte. Acredito que o governo brasileiro, impulsionado pelos movimentos sociais e organizações ambientalistas, vai querer mostrar trabalho. Torço para que não sejam só promessas e que eles realmente arregacem as mangas.
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