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"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os
peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão
o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra.
Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição.
Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."
Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.
Esta profecia embalou as longas noites dos fundadores do Greenpeace que navegavam para as Ilhas Aleutas,
no Alasca, em 1971, na tentativa de impedir um teste nuclear dos Estados Unidos. Ela não só iria dar nome
ao primeiro navio da organização, o Rainbow Warrior, como acabou por batizar os ativistas do Greenpeace -
conhecidos em todo o mundo como "Os Guerreiros do Arco-Íris".
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MV Greenpeace

O MV "Greenpeace" foi construído em 1959 para ser uma embarcação de salvamento e de reboque.
Em 1977, o barco foi reformado, reequipado e recebeu um novo ancoradouro. Operava como barco
piloto nos Estados Unidos quando o Greenpeace o comprou, em março de 1985. O MV 'Greenpeace"
tem 58,06 metros de comprimento, 11,22 metros de largura e pesa 905 toneladas. Tem velocidade
média de 10,5 nós (máxima de 13,5) e pode permanecer no mar por 74 dias. O barco, geralmente,
conduz uma tripulação de 15 pessoas, máximo de 37. Em 1986, foi adicionado a ele um heliporto
na Nova Zelândia e, desde então, o barco tem sido continuamente melhorado. Seu porto de registro
é Amsterdã, Holanda.
Quando o MV "Greenpeace" foi comprado, o Greenpeace estava planejando uma expedição para a Antártida
para estabelecer uma base e lançar uma campanha, declarando o continente o "Parque Ecológico Mundial",
livre de exploração.
Depois que os franceses afundaram o "Rainbow Warrior", em 1985, o MV "Greenpeace" tomou seu lugar numa
missão de paz em Muroroa, antes de sua viagem a Antártida. O MV "Greenpeace" já fez seis viagens para a
Antártida. O tour de 1985/86 foi o marco da primeira tentativa de estabelecer a Base do Parque Mundial
do Greenpeace, a primeira e única base não-governamental do continente.
Embora o barco tenha chegado à Antártida, foi impossibilitado de atracar na Ilha Ross para fixar a base,
por causa da difícil condição climática. Em sua segunda viagem, em 1986/87, conseguiu, com sucesso, instalar
a base, e a sua terceira viagem, em 1987/88, foi para reabastecê-la. O quarto tour, em 1991/92, foi em
protesto contra baleeiros japoneses.
Em 1992/93, o MV "Greenpeace" voltou a velejar em protesto contra baleeiros e para inspecionar as bases
nacionais. Em 1994/95, o "Greenpeace viajou novamente para a Antártida para fazer a inspeção da base e uma
série de estudos científicos. A base se tornou a primeira em pesquisas não-governamentais no Santuário Baleeiro
Austral, na Antártida.
O MV "Greenpeace" se envolveu em uma das mais bem sucedidas e ousadas campanhas do Greenpeace: o protesto contra
o teste de lançamento dos mísseis Trident americanos de submarinos em alto mar, em 1989. A campanha só terminou
quando o barco foi abalroado por dois navios da marinha americana, deixando um grande buraco em seu casco, que
foi logo consertado.
Em suas viagens, o MV "Greenpeace" fez trabalho de campanha, ações diretas e tours de informação na Europa e Américas.
Na segunda metade de 1991, o MV "Greenpeace" viajou para o Oriente Médio, para pesquisar os danos causados pela Guerra
no Golfo.
No final de 1993, o mundo assistiu a um dos maiores sucessos do MV "Greenpeace", quando flagrou e expôs o derramamento
russo de 900 toneladas de lixo radioativo líquido no mar do Japão. Esta ação fez com que o Japão e os Estados Unidos
apoiassem a moratória de despejo de lixo radioativo no mar na Convenção de Londres, que foi realizada logo depois. O
MV "Greenpeace conduziu o primeiro tour do sudeste asiático, em 1994, focando o transporte de lixo de países desenvolvidos
para países em desenvolvimento.
Em 1995, o MV "Greenpeace" se uniu ao Greenpeace Peace Flotilla, na Polinésia Francesa, para protestar contra testes nucleares
franceses em Muroroa. O barco foi tomado e detido pela polícia francesa em águas internacionais. Os franceses quebraram equipamentos
de navegação e de comunicação e prenderam os tripulantes por seis dias. O barco só foi solto em março de 1996, seis meses depois do incidente.
Em 1999, o navio esteve no Brasil participando da Expedição Global contra a Poluição Industrial. Durante o mês de janeiro e
parte de fevereiro daquele ano, o MV Greenpeace participou de diversas ações contra indústrias poluidoras em São Paulo, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul e Bahia. Antes disso, o navio já havia estado no país, em 1996, em um tour pela Amazônia.

MV Greenpeace
Ficha Técnica / Technical Specification

| Type of ship: |
former tug converted to pilot station |
| Built: |
1959 |
| Builder: |
J & K Smit, Netherlands |
| Date of purchase: |
March 1985 |
| Port of Registry: |
Amsterdam, Netherlands |
| Call Sign: |
PC 8023 |
| Gross tonnage: |
905 |
| Net tonnage: |
271 |
| Length o.a.: |
58.06 m |
| Length b.p.: |
52.08 m |
| Breadth: |
11.22 m |
| Draft: |
5.2 m |
| Moulded depth: |
5.5 m |
| Max. speed: |
13.5 knots |
| Cruising speed: |
10.5 knots |
| Max. range: |
74 days, 18500 miles |
| Fuel consumption: |
(2 engines, 7500 l/day) |
|
(1 engine, 4000 l/day) |
| Crew: |
15 |
| Berths: |
37 |
| No. of engines: |
2 main Diesel, Smit M.A.N. |
|
RB 666/7 - 2 x 1390 s.h.p. |
| Fuel: |
350,000 l |
| Lubes: |
4000 l |
| Water: |
80000 l |
| Inflatables: |
1 Avon Searider SR 7.4 m. |
|
3 Avon D465 RIB |
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