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"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os
peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão
o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra.
Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição.
Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."
Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.
Esta profecia embalou as longas noites dos fundadores do Greenpeace que navegavam para as Ilhas Aleutas,
no Alasca, em 1971, na tentativa de impedir um teste nuclear dos Estados Unidos. Ela não só iria dar nome
ao primeiro navio da organização, o Rainbow Warrior, como acabou por batizar os ativistas do Greenpeace -
conhecidos em todo o mundo como "Os Guerreiros do Arco-Íris".
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Caçada às
focas

Em meados dos anos 70, o Greenpeace voltou seu trabalho contra
a caça comercial, em grande escala, de focas, promovida por
Noruega e Canadá na costa leste canadense. A cada ano, centenas
de milhares de bebês-foca eram mortos com apenas poucas semanas
de vida. Seus pêlos brancos eram valiosos para a confecção de
luvas, casacos e outras mercadorias de luxo prioritariamente
destinadas ao mercado europeu. Os caçadores matavam as pequenas
focas com pancadas na cabeça e retiravam a pele no local, deixando
o gelo coberto de sangue e cadáveres.
À campanha do Greenpeace em defesa das focas, iniciada
em 1976, o governo canadense respondeu com uma nova regulamentação
chamada " Lei de Proteção às Focas", tornando ilegal qualquer
protesto ou tentativa de impedir a matança de bebês-foca. Nos
dias seguintes, os ativistas do Greenpeace se abraçaram a bebês-foca
para impedir a ação dos caçadores, bloquearam navios de caça
no mar gelado, e pintaram o pelo dos pequenos animais com uma
tinta verde não tóxica para acabar com o valor comercial das
peles.
Entre 1976 e 1984, o Greenpeace realizou oito viagens para as
geleiras canadenses. Em 1982, devido à pressão pública, o Parlamento
Europeu aprovou uma resolução contra a importação de peles de
bebês-foca para países da Comunidade Européia. Tamanha restrição
ao mercado foi suficiente para que o comércio internacional
de pele de bebês-foca fosse extinto. |
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