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"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os
peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão
o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra.
Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição.
Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."
Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.
Esta profecia embalou as longas noites dos fundadores do Greenpeace que navegavam para as Ilhas Aleutas,
no Alasca, em 1971, na tentativa de impedir um teste nuclear dos Estados Unidos. Ela não só iria dar nome
ao primeiro navio da organização, o Rainbow Warrior, como acabou por batizar os ativistas do Greenpeace -
conhecidos em todo o mundo como "Os Guerreiros do Arco-Íris".
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32 anos defendendo
o Planeta
Nossa História é a história de uma luta determinada, constante e essencialmente não-violenta
em defesa do meio ambiente e de todos os seres que habitam a Terra.
É a história de cerca de três milhões
de pessoas em todo o mundo, cujo apoio e colaboração
têm tornado possível as atividades do Greenpeace
contra a destruição crescente - fruto amargo de
tecnologias ecologicamente insanas.
É a história de nossas campanhas e de nossas
ações diretas, forma inédita de luta
em defesa do Planeta.
É a história de pessoas comuns - mas dispostas
a se colocar entre as baleias e os arpões de navios
criminosos, navegar rumo a terras geladas para impedir a matança
de bebês-foca, enfrentar grandes navios com pequenos
botes infláveis para evitar o despejo de lixo tóxico
e atômico nos mares, escalar chaminés industriais
como alerta sobre os perigos da poluição atmosférica,
ocupar plataformas petrolíferas para denunciar o aquecimento
global, invadir madeireiras nos confins da Amazônia
para questionar o desmatamento predatório...
É a história de gente que tem como único
heroísmo o fato de lutar por suas convicções,
acreditando que é possível vencer.
É a história de pessoas prontas a enfrentar
dificuldades. E não foram poucas. Nesses 32 anos muitos
ativistas do Greenpeace foram agredidos e presos por usar
o pacifismo como forma de luta. O caso mais dramático
foi o do fotógrafo português Fernando Pereira,
que morreu em julho de 1985, quando agentes do serviço
secreto francês explodiram e afundaram o primeiro "Rainbow
Warrior" - o "Guerreiro do Arco-Íris",
nosso barco-símbolo.
É a história de gente obstinada, que sabe que
ninguém pode afundar um arco-íris.
Leia mais sobre a história do Greenpeace:
Não
faça onda
Salve
as baleias
Caçada
às focas
Operação
Exodus
O afundamento
do Rainbow Warrior
O Greenpeace
hoje
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