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14-05-2004 - Paranaguá (Brasil)/Ancona (Itália) Polícia Federal protege empresa que contamina soja brasileira Navio carregado com soja transgênica atracou em Paranaguá sob vigília da PF; previamente, embarcação havia partido sem carregar, resultado de um protesto do Greenpeace
O navio Global Wind, alvo de duas ações do Greenpeace nas últimas semanas, atracou hoje no Porto de Paranaguá protegido por homens e embarcações da Polícia Federal. Carregado com 30 mil toneladas de soja transgênica da Argentina, o navio deve receber mais 10 mil toneladas do produto livre de transgênicos do Paraná. A operadora da carga é a Fertimport, subsidiária da Bunge, atualmente a principal companhia de manipulação e processamento de soja do mundo.
Para o Greenpeace, a soja exportada pelo porto paranaense deveria ser, na realidade, protegida da contaminação por OGMs (organismos geneticamente modificados), a fim de não pôr a perder todo o esforço feito para mantê-la livre de transgênicos. Por isso, a organização tentou impedir a atracação e o carregamento do navio nos dias 4 e 8 de maio. Os portos do Paraná (Paranaguá e Antonina) são os únicos do país a realizarem o esforço contra a soja transgênica.
Enquanto isso, na Itália, trinta ativistas do Greenpeace estão, desde a manhã de hoje, ocupando a planta de processamento de soja da Bunge (Cereol) na cidade de Ancona. O objetivo é impedir que um carregamento de soja não transgênica vindo de Paranaguá (PR) seja contaminado ao ser descarregado no local, e de barrar a contaminação da cadeia de alimentos da Itália com a soja transgênica que já está estocada na unidade.
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