03.08.05 - Guarantã do Norte (MT)
Alfalto, internet e celulares
A quinta-feira (04/08) foi de descanso para parte da equipe. Alguns foram cuidar dos carros. A maioria estava com problema nos amortecedores. Outros aproveitaram para acessar a internet e colocar a correspondência em dia. Em Guarantã, saímos do “isolamento”, que durava desde Itaituba. Além da web, nossos celulares também voltaram a funcionar.
A cidade é mais bonita e organizada que as anteriores. Foi fundada em 1979, por uma companhia privada de colonização. Essas companhias, contratadas pelo governo militar da época, foram as principais responsáveis pela colonização dessa região norte do Mato Grosso. Trouxeram muita gente do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Há muitos descendentes de alemães e italianos, loiros de olhos azuis, o que não se via muito no Pará.
Apesar da aparência de cidade organizada, Guarantã do Norte não é mais calma que os lugares por que passamos anteriormente. As principais atividades econômicas são a indústria madeireira e a agropecuária. Há cerca de dois anos uma funcionária do Ministério do Meio Ambiente chegou a ser sequestrada aqui. Em novembro passado o escritório local do Ibama foi criminosamente incendiado. Precisamos ficar atentos e andar sempre em grupo.