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Diário

30.07.05 - Itaituba (PA)

A destruição continua... para onde vai a madeira?

Apesar da visível mudança – para melhor – ocorrida por aqui este ano, nosso trabalho de documentação nos preocupou e deixou algumas dúvidas.

No sobrevôo nas proximidades da BR-163 pudemos observar dezenas de desmatamentos e queimadas de diferentes tamanhos. Uma densa fumaça paira sob os céus do Pará, reduzindo a visibilidade.

Além disso, nos dois dias em Itaituba, registramos imagens das madeireiras locais, como a UTC e a Climaco, por terra, água e ar. Ficamos surpresos ao ver os pátios das serrarias com milhares de metros cúbicos de madeira serrada e em tora, e muita madeira sendo embarcada nos portos de duas transportadoras, a Jonave e a Unirios. Esta última, com porto instalado há apenas 3 meses, pertence à família Quincó, conhecidos grileiros de Santarém. Funcionários informaram que o porto opera sem licença.

Conseguimos apurar o destino dessa carga: exportação para a Europa, a partir de Belém. A origem é que gostaríamos de saber.







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