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O Greenpeace por um mundo sem contaminação tóxica

>>Em breve, participe da ciberação<<
Mais de 100 mil compostos diferentes são produzidos hoje pela indústria química no mundo. Muito pouco se sabe sobre os impactos dessas substâncias no meio ambiente, o quão tóxicos são, quais os seus efeitos na saúde humana, o quanto é produzido, onde são utilizadas, onde são dispostas. Não temos controle sobre essa situação perigosa.
O mesmo ocorre em todo mundo. O Brasil, uma das principais economias mundiais, possui uma das dez maiores indústriais químicas do planeta. Produzimos, importamos e usamos os mais diversos tipos de compostos químicos e produtos acabados. Assim como na Europa, não exercemos um controle sobre as substâncias que são produzidas e utilizadas. Mas diferente do que ocorre naquele continente e, como agravante, não temos ainda uma política nacional de segurança química. É necessário que o governo implante diretrizes e mecanismos legais que promovam e façam as indústrias incorporarem padrões mais limpos de produção, como os da Produção Limpa. Você, o seu amigo, a sua amiga, nós todos, temos o direito a um mundo sem contaminação tóxica. Temos o direito de saber o conteúdo do produto que nos é vendido. Temos o direito de exigir que o meio ambiente não seja degradado e que nós não sejamos contaminados. Devemos e podemos demandar ao governo e às corporações por soluções concretas. É isso que o Greenpeace demanda.
Pesquisas lançadas recentemente pelo Greenpeace na Europa (1) demonstraram que a poeira coletada em casas em várias partes do continente contém quantidades significativas de substâncias químicas perigosas. As amostras de poeira foram coletadas pela organização no Reino Unido, França, Espanha, Dinamarca, Suécia e Finlândia, e analisadas por laboratórios independentes. As análises revelaram a presença de alcalinofenóis, substâncias usadas em cosméticos e outros produtos de higiene pessoal, que são disruptoras hormonais; ésterftalatos, usados principalmente para tornar o PVC maleável (encontrados em brinquedos, interiores de carros e cabos e também usados em perfumes e cosméticos, tintas, adesivos e vedadores), que são prejudiciais ao sistema reprodutivo; substâncias químicas bromadas, usadas para retardar a propagação do fogo, que interferem na atividade dos hormônios; parafinas cloradas, utilizadas em tintas, plásticos e borrachas, que afetam o sistema imunológico e podem também causar câncer; compostos orgânicos à base de cobre, usados como estabilizadores em plásticos (especialmente em PVC) e como tratamento contra mofo e poeira (ácaros) em alguns carpetes e pisos de PVC, que também pode afetar o funcionamento do sistema imunológico.
Apesar dos fabricantes alegarem que esses substâncias estão incorporadas nos produtos e que elas não representam riscos ao meio ambiente e à saúde humana, isso não é verdade. Essa pesquisa revela que esses compostos estão contaminando nossas casas e nossos corpos. A contaminação pode ocorrer quando aspiramos ou ingerimos a poeira contaminada, ou nossa pele a absorve pelo contato. Na realidade, estamos cercados por substâncias químicas, as quais nem sequer sabemos que existem, mas cujos impactos em nossa saúde podem ser extremamente sérios, especialmente a longo prazo.
É com esse objetivo que o Greenpeace lança no Brasil a campanha Veneno Doméstico. Já se completaram mais de dez anos em que a organização vem trabalhando em casos relacionados a áreas contaminadas, a questões de responsabilidade sócio-ambiental das empresas, ao conceito de Produção Limpa, entre outros temas referentes a poluição industrial. Por meio desta campanha e com a participação da população, seremos capazes de alterar essa situação: de um mundo contaminado por um mundo sem contaminação tóxica.
A primeira etapa da campanha Veneno Doméstico será realizada com o objetivo de alertar e propor discussões sobre o que queremos e como queremos (o Greenpeace e voce) solucionar esse problema. O Greenpeace coletará 60 amostras de poeira em cidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, e as enviará para análise em laboratórios independentes. Sua participação nessa transformação será importantíssima desde o início. Voce poderá primeiramente contribuir com nosso trabalho, permitindo que a organização colete a poeira de sua residência. Voce poderá também participar apoiando a organização e acompanhando o desenvolvimento da campanha.
Com os resultados das análises em mãos, partiremos para a segunda etapa da campanha. Entre as várias atividades previstas, demandaremos, com seu apoio e participação, que medidas concretas sejam tomadas com a finalidade de substituir os compostos tóxicos por outros alternativos e não tóxicos, e de promover o nosso direito à informação e um ambiente limpo e saudável.
Você também deseja mudar essa situação? Lute conosco. |
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(1) O relatório "Consuming chemicals: Hazardous chemicals in house dust as an indicator of chemical exposure in the home", sobre a campanha na Europa, está disponível para download. Confira também a versão em português do sumário executivo do relatório. |
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