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title: Todos os olhos na Amazônia
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- [Relatório Anual 2021](https://www.greenpeace.org.br/relatorio-anual-2021/home)
- O que fizemos em 2021 
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# Todos os Olhos na Amazônia

Apoio a povos e comunidades tradicionais

![Det-verde](https://www.greenpeace.org.br/hubfs/RelatorioAnual%202022/Det-verde.png "Det-verde")

**O Programa Todos os Olhos na Amazônia (TOA) manteve em 2021 seu objetivo de proteger a Amazônia por meio do apoio aos povos e comunidades tradicionais que vivem nessa região. O trabalho incluiu iniciativas de combate à Covid-19, campanhas, eventos e mobilizações.**

![© Tuane Fernandes / Greenpeace](https://www.greenpeace.org.br/hubfs/RelatorioAnual%202022/Campanhas/GP1SVVF1%20Large.jpeg "© Tuane Fernandes / Greenpeace")

Em 2021, o TOA protagonizou diversas ações de apoio aos povos indígenas da Amazônia. No mês de março, quando o Acre enfrentou uma cheia sem precedentes nos rios Acre, Juruá, Envira, Iaco e Purus, nós **[mobilizamos nossos recursos para dar assistência](https://www.greenpeace.org/brasil/blog/mais-de-35-toneladas-em-doacoes-chegam-aos-povos-indigenas-em-areas-alagadas-do-acre-e-do-amazonas/)**. Em maio, quando a casa de uma liderança Munduruku foi queimada no Pará, nos [**manifestamos contra o aumento dos ataques**](https://www.greenpeace.org/brasil/blog/nota-de-repudio-a-violencia-contra-os-povos-indigenas-no-brasil/) e chamamos os brasileiros para, juntos, darmos um basta na violência contra essas populações. Naquele mesmo mês, [**lembramos dos 10 anos do assassinato de Zé Cláudio e Maria**](https://www.greenpeace.org/brasil/blog/ze-claudio-e-maria-quando-a-violencia-da-lugar-a-esperanca/), dois dos maiores ativistas que a Amazônia já conheceu.

Na frente de apoio às manifestações indígenas, acompanhamos a luta contra o Marco Temporal, que na prática pretende extinguir o direito originário dos povos indígenas a seus territórios. Representantes dos povos amazônicos foram a Brasília várias vezes, montando acampamentos, realizando marchas, protestos e ações que denunciaram a violência e o perigo dessa proposta.

Em junho, o **[ímpeto da luta foi maior que o medo da Covid-19 e deu origem ao acampamento Levante pela Terra](https://www.greenpeace.org/brasil/blog/por-que-voce-deve-apoiar-o-levante-pela-terra/)**, que durou quase o mês inteiro e levou mais de mil indígenas de 43 povos a Brasília. Em agosto, o acampamento #LutapelaVida tornou-se a maior mobilização indígena da história, com mais de 6 mil participantes de 173 povos de todo o país. Em setembro, a segunda edição da [Marcha Nacional das Mulheres Indígenas](https://www.greenpeace.org/brasil/blog/a-forca-das-mulheres-ancestrais-durante-a-marcha-das-mulheres-indigenas-relator-vota-contra-o-marco-temporal/) levou as guerreiras da ancestralidade às ruas da capital federal.

O julgamento da proposta do Marco Temporal no Supremo Tribunal Federal ainda não foi concluído. As manifestações de 2021 foram fundamentais para pautar o debate público e invadir os veículos de comunicação de massa com mensagens alertando sobre o prejuízo que o Marco Temporal representa para os povos indígenas, para a biodiversidade brasileira e para o equilíbrio climático do planeta.

*"Com a adoção do Marco Temporal, as violações ocorridas no passado não só serão legalizadas, como poderemos ver no futuro diversas decisões anulando demarcações, surgimento de conflitos em regiões pacificadas e o incentivo a um novo processo de invasão de terras indígenas demarcadas. Não podemos deixar isso acontecer."*

***Carolina Marçal**, porta-voz da Campanha Amazônia do Greenpeace*

O programa Todos os Olhos na Amazônia (TOA) realizou também, em 2021, o monitoramento de terras indígenas na Amazônia brasileira, estudando e analisando padrões de desmatamento. Dois desses monitoramentos foram sistematizados e compartilhados com o público. No primeiro, mostramos que a Terra Indígena Karipuna, em Rondônia, manteve o triste título de uma das áreas indígenas mais desmatadas do Brasil. O desmatamento aumentou 44% em relação a 2020, causado, principalmente, pelo avanço dos pastos e das plantações de soja.

Em outro monitoramento, verificamos que, **[entre 2016 e 2021, o garimpo ilegal destruiu, pelo menos, 632 quilômetros de rios dentro das Terras Indígenas Munduruku e Sai Cinza](https://www.greenpeace.org/brasil/blog/a-morte-dos-rios/)**, no Pará. Isso representa um aumento de 2.278% na extensão de rios destruídos dentro desses territórios. E ainda encontramos 16 pistas de voo abertas dentro das terras indígenas citadas.

Já em dezembro de 2021, denunciamos a invasão do Rio Madeira por centenas de barcos e dragas de garimpo ilegal, na região da comunidade de Rosarinho, na cidade de Autazes (Amazonas), bem próxima à capital Manaus. As imagens que fizemos da situação, captadas em um sobrevoo que foi acompanhado por veículos de imprensa, causaram comoção internacional – mostrando o grau de vulnerabilidade dos rios da Amazônia, o avanço do garimpo ilegal na região e o despreparo dos órgãos fiscalizadores.

![© Bruno Kelly / Greenpeace](https://www.greenpeace.org.br/hubfs/RelatorioAnual%202022/Campanhas/GP1SWLY6-1.jpeg "© Bruno Kelly / Greenpeace")

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